segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Pássaro no asfalto e final de meu romance

Hoje é um dia de glória: salvei um pássaro, logo pela manhã. Saí de meu prédio para tomar um café no bar, vi aquele pequeno passarinho no meio da asfalto. Era um desses periquitos chamados "australianos", tenho uma pena danada, nascem em gaiolas, longe da liberdade que a natureza lhes prometeu. Pois no meio do caminho tinha o Homem. O bichinho, bobo, inexperiente, assustado. Fui para a rua, apesar... dos carros, uma moto quase matou o pássaro. Fui chegando devagar, levei a mão até ele e ele agarrou-se ao meu dedo. "É de um morador do prédio em frente", me disseram os policiais do Posto Policial. Fiquei sem saber o que fazer. Entregar o bichinho para seu "dono"? - Eu não consegui. Fiquei andando com ele sem saber como agir e ele mesmo agiu: voou para a praça em frente ao meu prédio, com muitas árvores. Boa sorte para ele, sei que vai ser difícil sobreviver. Mas ele tentará.
 
 
Meus amigos. Por que me emocionei tanto com a história do pássaro que tirei do asfalto. É que isso coincide, de forma espantosa, com o novo final de meu romance que revisei ontem para enviar para a editora. Isto é, escrevi isso no romance, ONTEM, o pássaro que, ao voar, exibia sua liberdade aos olhos do persnonagem principal. E HOJE, tão cedo, vivi essa situação, o pássaro que tirei do asfalto e que voa para sua liberdade, mesmo que problemática e difícil.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Poema lido por Abujamra

Poema meu, escrito de improviso no Facebook, é interpretado pelo grande Abujamra ao final do programa "Provocações" do inicio de fevereiro\2013. Uma honra para esse poetinha envergonhado e quase clandestino.
Vejam em:  http://tvcultura.cmais.com.br/provocacoes/poemas-e-textos/pgm-602-a-coisa-segue-05-02-2013-1

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Memórias de meu tempo na TV Cultura

Republicando

Memórias de um combatente das imagens



Uma filmagem de ação policial: Em 1972, estávamos começando nosso "Hora da Notícia" na TV Cultura (com Vladimir Herzog, Fernando Jordão, Fernando Morais e outros bravos amigos). O "rádio escuta" (fica escutando notícias para a pauta) me disse que haveria uma "Operação tira da cama" naquele dia. Eu já havia visto: um horror facista: policiais armados entravam nas favelas à noite, com holofotes, cães, arrebentavam as portas dos barracos, tiravam todo mundo de lá, pedindo documentos. Onde estavam os cinegrafistas filmando: entrando junto com a polícia.
Então eu chamei um cinegrafista que já havia participado dessa ação e disse: vai lá e filma do jeito que você sempre fez. Ele foi, filmou tudo ao lado da polícia. Eu fui com minha equipe no dia seguinte de manhã e passei a ouvir os moradores, os "invadidos". Eram relatos impressionantes inclusive de crianças, o medo das armas, dos cães, os holofotes nos olhos... Pois esses depoimentos, na montagem, cobriram as cenas de violência. Em 1972, com Médici no poder, ver isso na TV nos deixava arrepiados. Essa postura desenhava o que começávamos a elaborar, uma espécie de cartilha de oposição étuica e estética à ditadura: considerar que a autoridade na informação não era a autoridade institucional, mas aqueles que vivem a situação. Essa visão marcou nosso trabalho, todos os meus filmes, desde 1972 até a intervenção no programa, em 1974, quando saimos todos, expulsos da TV. Tenho muito orgulho do que fiz.

sábado, 12 de janeiro de 2013

delirios

sabadão com chuva. Quieto, a imaginação ganha espaços que o corpo não pode. Cochilo diante da TV desligada, meu tio grita com as pobres vacas atoladas na lama do quintal. Pouco, muito pouco leite, ele reclama. As vacas estão estranhas, juntam-se no canto do velho curral e nos encaram. Ficam lá, paradas. Um grande gavião pousa no chifre da Chorona, a melhor de leite e também a de maior chifre. O gavião é que comanda!- Grita para meu tio, ameaçador. Meu tio grita com ele, era só o que faltava. Então não falta mais nada, grita o Gavião. Eu sei quem é você, grita meu tio. Sim, é o filho do maldito Capitão, oficial reformado do exército, vizinho que andou tomando terras de meu tio. E é ele mesmo, o Goiaba, rapaz bobo. O que você quer? - queria era minha prima que, da janela, lhe manda beijos.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A Ferrovia do Diabo

A FERROVIA DO DIABO! - Meus amigos, acabo de assistir, depois de 32 anos, uma cópia de meu filme A FERROVIA DO DIABO, de 1981, que estava desaparecido.  Assisti com grande curiosidade e me surpreendi com a riqueza do filme, que conta a história da ferrovia Madeira-Mamoré e sua desativação truculenta, partiucularmente pelos militares depois do golpe de 64. Os depoimentos de operários, ainda temerosos (pois em 1981 ainda estávamos sob a ditadura militar) falam de "regime de força, 5º BEC (Batalhão de Engenharia e Construção Militar). Histórias absurdas, ordens de destruir máquinas, de jogar máquinas novas no Rio Madeira, e por aí vai. A cópia que assisti é uma cópia de uma cópia de uma cópia, imagens ruins e som ruim. Agora, outra tarefa: a de encontrar os originais do filme. Espero contar com o apoio do IPHAN, que ficou com o filme depois do fim do PRÓ-MEMÓRIA, que foi o produtor.
Que o filme não sofra o mesmo que sofreu a ferrovia!

domingo, 6 de janeiro de 2013

bela praia

Final de festas, a praia carregada de lembranças. Nem sempre boas. Ondas mais audazes subiam até perto da calçada, lambendo tudo o que a multidão havia deixado nos dias de festas. A lâmina de água corria delicada de volta para o mar, carregando em seu dorso uma constelação de brilhos. Plásticos, vidros, papeis, roupas, restos de tudo. A volta da água é recebida com mal humor. O mar exibia sua revolta. O encontro com as novas ondas criava uma feia pororoca, salpicada de objetos repugnantes. Depois de segundos de feérica luta, tudo era engolido mar adentro. Para depois voltar, em nova onda, como um vômito marinho, devolvendo o lixo indesejável, cobrindo a areia branca e inocente da bela praia.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

trocando de nome

O patrão teimava em chamá-lo de Leandro. E Castor corrigia, corrigia, corrigia. E de novo lá vinha o homem: "Leandro!". Um dia Castor resolveu por fim àquele incômodo. Enfrentaria o patrão, mesmo sob o risco de perder o emprego. Quando pensou que o patrão reagisse com fúria, deu-se o inusitado. O homem ficou silente, sentou-se sobre uma pedra e, com dificuldade, os olhos lacrimejando, definiu a situação. Sim, Leandro era outro, um ex-empregado. E despencou os elogios: era simples, trabalhador, honesto, de confiança. Tanto que o patrão foi aumentando seu salário para acabar propondo a ele que se tornasse seu... sócio! - Mas o pobre do verdadeiro Leandro não resistiu a tanta emoção: tombou ali mesmo, na hora, vitima de uma overdose de emoção. Pobre verdadeiro Leandro. Castor escutou, tenatando decifrar as lágrimas do patrão. Sim, entendeu finalmente: o patrão queria que ele substituisse o empregado perdido. "Chamar você de Leandro é uma honra poara você, Castor". Castor esperou, sabia que atrás dessa generosidade receberia uma proposta. "Seu coração, como é?"- "Meu coração é ótimo..."- "Então lá vai: quer ficar meu sócio?" Castor olhou em volta, tanto para fugir ao olhar insistente do patrão quanto para medir as consequências. Sócio de que? - o negócio não lhe parecia atraente, consertar velhos aparelhos de TV, muitos dos quais ultrapassados e que os donos nem apareceiam mais para buscar. O salário lhe parecia melhor, mais garantido. Mesmo que o patrão continuasse a chamá-lo pelo outro nome. E depois, mudar de nome? - o nome que sua mãe escolhera com tanto carinho, depois de ver uma repostagem na TV sobre aqueles animais construtores...Não...Até que seus pensamentos foram interrompidos por um grito irado do patrão: "E aí, Leandro, vai aceitar ou não?" Castor sentiu o peso da oferta. Talvez fosse melhor aceitar. E foi o que fez, achando até que "Leandro" não era um nome ruim.

sábado, 29 de dezembro de 2012

véspera do fim de 2012

Meus amigos. Chamei e não obtive resposta. Agora já não sei onde estou, em que mundo, em que lugar, em que dimensão. Um pássaro teima em repetir Huxlei, gritando "atenção, atenção!". Não dou bola para ele, faço como a pessoa que chamei e que ficou nem aí. O pássaro começa a rir, gargalha como meu falecido pai, um riso comprido, repicado como escada ora abaixo ora acima. Rirá de mim? - devo estar ridículo com essas roupas de marinheiro, ainda mais tão longe do carnaval. E eu que não gosto de carnaval. Nem de carnaval, nem de sambinha, nem de fundo de quintal, nem de artesanato de bambu, nem de nada. Nada? - procuro no fundo do coração alguma coisa de que goste, chega a doer, o tanto que espremo o magro peito. Nada. Não pode ser! - e pé-de-moleque? e doce de abóbora, de figo, pêssegoW - e broa de milho, andar a cavalo, trepar? O pássaro recomeça seus gritos, estará drogado? Grito avisando a ele que ainda estamos em 2012, ele recomeça a rir. Mas agora não gargalha, ri um risinho idiota, entre-lábios. Olhando bem para ele vejo que é careca. Algum galo terá subido em suas costas, fazendo-o de galinha. Só pode ser. Pássaro idiota. Viro as costas, ninguém vai mesmo responder?- ainda temos dois dias.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

gestões e gestões culturais

Sair de um cargo no governo é sempre um pouco despencar no abismo, sem chão. Fica-se a mercê dos julgamentos e da indulgência com os que entram. Alguns saem atirando, como o Calil agora, depois de 8 anos de gestão. Eu saí confiante, afinal o novo governo (eleito em 2006) seria de "continuidade": fui o responsável pela reestruturação completa da Secretaria da Cultura do Estado de SP, reativei a criação e inaugurei o Museu da Lingua Portuguesa, COM GRANDE SUCESSO,  consegui desenrolar as Fábricas de Cultura deixando o projeto pronto para ser inaugurado, criei as comissões setoriais onde participaram todas as entidades culturais de SP. E CRIEI A LEI DA CULTURA, O PROAC, numa trabalhosa e justa articulação com as entidades culturais, os partidos,  os movimentos por uma lei da cultura e o imprescindível apoio do Governo, particularmente do Governador Geraldo Alckmin.
Eu tive apenas dois anos de gestão.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

momento delicado

Preocupação. Mais do que nunca é preciso manter a cabeça fria, saber o que é justo e urgente, saber o que é passageiro, o que é opinião apenas, o que é imposição. Saber o que é ira e o que é apenas raiva. Corre um rio de veneno pelas veias de nosso país e não se pode jogar mais veneno nessas águas. Os impasses devem ser resolvidos dentro dos limites da democracia.
Estou assistindo a TVT, a transmissão de um debate sobre a decisão do STF de cassar os mandatos dos parlamentares condenados.
Me preocupa o clima de raiva e a acusação de que o STF quebrou a Constituição.
Não quero julgar o STF, o tema é polêmico.
E precisaria ser analisado numa busca de concenso.

domingo, 16 de dezembro de 2012

jovens descobrem meu cinema (dez\2012)


Luciano Santiago Guarani-Kaiowá
12 de dezembro



Uma bela tarde nos aconteceu!
Encontro com o Cineasta João Batista Andrade (Diretor do Filme "O Homem que virou Suco"), pessoa ótima. Nos ofereceu momentos de sabores diversos com suas histórias e experiências com a criação desse clássico d...
o cinema brasileiro.
Passamos a entender melhor ou repensar a cada dia, a cada apresentação, o valor desse trabalho que estamos fazendo, agora, para o Teatro de Rua.
Viva "O Homem que virou Suco"!
Viva a João Batista Andrade!
Viva a TrupeArtemanha De Investigação Teatral
Adonai Bezerra Guarani-Kaiowá, Carlos Andrade, Deco Morais, Rodrigo Dias Dos Santos, Welton Silva, Dêssa Souza, Léo Santiago, Cléia Varges e Luciano Santiago.
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Mineiros

Presidente do Memorial batiza universidade aberta mineira

nov 28, 2012 Sem comentários
Ituiutaba, MG, homenageia um dos seus filhos ilustres. A Universidade Aberta Integrada de Minas Gerais João Batista de Andrade será inaugurada nesta sexta, 30 de novembro, em solenidade com a presença do cineasta. Conhecida por Uaitec, a unidade de cada região pode receber o nome de uma personalidade que prestou serviços relevantes à cultura e à educação. “Muito nos honra homenagear uma pessoa ilustre como João Batista de Andrade, que leva o nome de Ituiutaba por todo o Brasil e porque não dizer ao mundo, através do seu trabalho reconhecido internacionalmente”, diz Silvania Evangelista dos Santos, do Centro Vocacional Tecnológico, órgão que viabiliza o projeto Rede de Formação Profissional Orientada pelo Mercado, da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais.
Na biografia ”Alguma solidão e muitas histórias”, escrito por João Batista de Andrade com a jornalista Maria do Rosário Caetano, o cineasta fala do amor e da influência da sua região: “Eu sempre gostei de terra, sempre tive uma chácara, um sítio, uma encrenca dessas em algum lugar difícil. É um viés familiar, quem sabe herdado da luta inútil de meu pai em recuperar as terras perdidas por ele, irmãos e mãe, depois da morte de meu avô quando meu pai tinha apenas 12 anos. Quem sabe pela vivência no campo, a infância em Ituiutaba, região de cerrado, a paisagem do tempo que nunca se apaga”…
A Universidade Aberta Integrada de Minas Gerais oferece gratuitamente ensino à distância e semipresencial em várias áreas e tem o objetivo de promover a inclusão social e digital e desta forma ampliar o direito ao conhecimento e à informação. Segundo a agência de notícias oficial de Minas Gerais, “cada Uaitec terá uma sala de inclusão digital e duas salas de educação à distância, montadas com equipamentos de videoconferência para atender até 50 alunos simultaneamente. O espaço contará também com um laboratório vocacional, sala de professores e o Núcleo de Atendimento Empresarial (NAE), que disponibiliza ferramentas teóricas e práticas para incentivar e apoiar o desenvolvimento de micro e pequenas empresas.”

sábado, 17 de novembro de 2012

Brasil inacabado

Sampa. Sai cedo, tênis, casaco de couro... De minha casa andei uns 2 km até o Mercado Central. Beleza. De lá, sempre a pé, pensei em ver o que estava acontecendo na Pinacoteca. Como cheguei cedo, entrei no jardim da Luz para fazer hora, exatamente uma hora. Eu gosto muito desse jardim. Quando estudante (engenharia, Escola politécnica da USP, vocês já sabem, não me formei, abandonei em 64, depois d...
o golpe...), eu dizia, quando estudante morava na casa do Politécnico, perto ali do Jardim da Luz. Muitas vezes passei por ali e admirava as árvores, os lagos, as estatuas... Continuo gostando mas hoje, andando por ali, eu me perguntava, "por que uma coisa que deveria ser tão bonita, é tão feia, tão desleixada?" - os canteiros de rosas, quase todos tomados pelo mato; a água dos lagos uma imundície, apesar das belas carpas; o aquariozinho com "janelas" de vidro, tudo sujo, posso dizer que nojento. Lamento dizer, mas é coisa de Brasil. Somos o rascunho de um projeto que caminha mas assim. Eu mesmo me questiono, penso que a beleza, em povos mais antigos, era símbolo de poder, valor simbólico do poder. Porisso artistas, mesmo os maiores, trabalhavam para os poderosos e esses quase sempre sonhavam com obras essencialmente belas, como representação do próprio poder. Aqui a classe dominante pode curtir essa beleza em seus guetos, em suas salas, museus, casas. Os espaços públicos, - ah já temos isso em outros países que podemos visitar... As praças, então são do povo, como os céus são da operação condor. Não é tudo o que penso mas é um bocado do do que sinto...

domingo, 4 de novembro de 2012

Sapucaia, nossa castanheira

Sapucaia.  É uma árvore castanheira, deu nome a rios e cidades do sul de Minas, na Mantiqueira. Deve estar em extinção. Sua castanha, vejam a foto, lembra um capacete de ciclista...
... É como a do Pará, mas mais suave, excelente. Descobri que num parque aqui de São Paulo tem várias árvores. Coinsegui um dia catar duas peças já vazias (foto) e também algumas castanhas caidas à noite ( a árvore é alta). Delícia. É o Parque Trianon, em frente ao Masp, NA aV. pAULISTA. Sugiro aqui que os responsáveis pelo Parque catem e guardem as castanhas para presentear usuários e também para produzir mudas. Vamos salvar a Sapucaia, nossa castanheira!
Foto: Sapucaia. Vi agora, ao digitar, que há muitos amigos com esse sobrenome. É uma árvore castanheira, deu nome a rios e cidades do sul de Minas, na Mantiqueira. Deve estar em extinção. Sua castanha, vejam a foto, lembra um capacete de ciclista... É como a do Pará, mas mais suave, excelente. Descobri que num parque aqui de São Paulo tem várias árvores. Coinsegui um dia catar duas peças já vazias (foto) e também algumas castanhas caidas à noite ( a árvore é alta). Delícia. É o Parque Trianon, em frente ao Masp, NA aV. pAULISTA. Sugiro aqui que os responsáveis pelo Parque catem e guardem as castanhas para presentear usuários e também para produzir mudas. Vamos salvar a Sapucaia, nossa castanheira!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

opinião sobre meus filmes

Leo Costa
Prezado João: Peço sua licença para deixar uma mensagem mais longa.
Sempre fui seu admirador, para ir lá longe, tinha eu uns 14 anos e fiz um curso com o falecido Roberto Santos, quando ouvi e vi um filme seu pela primeira vez e , menino, passei a saber que existiam formas outras de se contar histórias e isso foi fundamental para o caminhar de minha vida, definir linha de conduta poética e política. João Batista e Glauber no princípio deste genesis de meu universo.
O tempo passou, rodei mundo, estudei cinema , tive filhos e voltamos a viver em SP.
Soube, pelos jornais e pelos seus "posts" aqui que seria Diretor do Memorial da América Latina e fiquei muito feliz porque acho aquele lugar um dos mais charmosos e interessantes desta cidade.
Há anos havia deixado de frequentar aquele espaço por achar que um brilho lá havia perdido, algo tinha mudado. Meus meninos, quando dos cinco anos, eram "doentes" de vontade de ir lá. Mas isso foi se esvaindo, por conta de ter "perdido a mão", algo lá ficou longe, demasiado subjetivo para verbalizar ou adjetivar.
Voltamos lá na semana passada, os meninos agora com 12 anos e encontramos aquele brilho novamente, uma alegria, um espaço feliz, uma casa alegre.
Entenda isso não como uma crítica aos gestores anteriores, não se trata disso, apesar de eleitor do PT, sou admirador do governador Geraldo Alckmin e sei que as escolhas dele na maioria das ocasiões são muito boas e bem fundamentadas. Digo isso para elogiar sua gestão, para enaltecer o que vi e combinamos , eu, os meninos e a Patrícia, minha companheira, que teria que dizer isso para você.
E assim sigo te admirando e ficando feliz porque muitos dos que admirava "se perderam" em posturas egoicas e contraditórias(sei que isso é do Homem, mas...) e é isso.
Para te elogiar no dia de Drummond, outro mineiro fabuloso e te agradecer pela integridade que sempre vejo em suas posturas e pelo seu trabalho. Obrigado mesmo, de todos nós aqui de casa
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    João Batista Andrade
    Muito obrigado, Leo. Posso copiar sua mensagem em meu blog?
     
  • Leo Costa
    Pode sim, sem problemas. Grande abraço