terça-feira, 30 de julho de 2013

Memorial é um sucesso-II

FB 30Jul13


As pessoas não fazem ideia, mas o MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA teve mais de UM MILHÃO de frequentadores em 2012 e vamos repetir isso em 2013, mesmo sem contar com o fenômeno "Guerra e Paz" de Portinari (que atraiu centenas de milhares de visitantes). Com isso, o Memorial está entre os primeiros no ranking de visitações no Brasil. E nosso projeto é popularizar o Memorial, como espaço público de lazer e cultura. Uma das novidades é a Praça, todos os sábados, com parquinho infantil e atrações culturais para adulstos e crianças ( teatro, barracas de alimentação, barracas de artesanato e de livros, circo, novidades em todo sábado). Tudo de graça. E o Metrô Barra Funda está praticamente dentro do Memorial!
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Memorial é um sucesso

Facebook 30Julho2013

Começo o dia carregado de desafios. Um deles é o Memorial da América Latina que atualmente dirijo. É uma entidade rica como oferta, estrutura e possibilidades, mas que luta, agora, na busca de sua nova identidade que propus como popular. E de recursos para realizar essa passagem.
As pessoas não fazem ideia, mas o MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA teve mais de UM MILHÃO de frequentadores em 2012 e vamos repetir isso em 2013, mesmo sem contar com o fenômeno "Guerra e Paz" de Portinari (que atraiu centenas de milhares de visitantes). Com isso, o Memorial está entre os primeiros no ranking de visitações no Brasil.
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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Fest.LatinoAmericano e Vlado

FB 19Julho13
O Festival Latino Americano de Cinema ( Memorial da América Latina) terminou ontem, em altíssimo astral. Prêmios, festa e uma frequência maravilhosa em todas as sessões, com salas lotadas e um clima de alegria. Ao final do evento, em minha fala, lembrei-se de um grande amigo e do dia em que dediquei um prêmio a ele em 1978. Naquele ano eu venci o Festival de Gramado, com "Doramundo". E dediquei o prêmio ao meu amigo que havia feito o primeiro tratamento do roteiro e que não estava ali por ter sido assassinado pela ditadura militar três anos antes. Falo de Vlado, meu amigo Vladimir Herzog. A ele, com muita emoção, dediquei o final vitorioso de nosso festival latino Americano desse ano. Vlado se iniciou como cineasta, eu o conheci em 1963, naquela época ele fez um documentário, "Marimbás". Eu conheci o cineasta Fernando Birri, um de nossos principais mestres do documentário latino-americano, através do Vlado, que o visitou na Escola de Santa Fé, na Argentina. Depois Vlado optou pelo jornalismo, pensando que ali, principalmente na TV, poderia ter um maior acesso à população, atendendo ao seu desejo de trabalhar pelo país e, naquela época, pelo fim da ditadura militar. Eu disse, então, no encerramento do Festival, que Vlado poderia estar ali, conosco, como cineasta, não tivesse sido assassinado pela ditadura.

mitos: o velho e o novo


FB 29Julho2013
A sociedade, quando sem rumo, é voraz e nada ética quando cria mitos para depois os destruir. Além disso, mitos vivos ocupam demasiadamente os espaços e limita a visão daqueles que os mitificam. Como a sociedade é um organismo vivo, em algum momento precisará se livrar desse mitos e de suas limitações. E o faz sem se perguntar se é justa ou não. Faz por que precisa fazer. Precisa abrir espaços para os descontentes. Os adeptos sofrerão ou lutarão, muitas vezes com ódio aos que os questionam. De que lado ficar?- não é pergunta de fácil resposta. A defesa é importante, para que a substituição incorpore o substituído. O novo deve nascer como um avanço e não como uma vingança.

FB 28Jul13
O Papa vai saindo, saindo. De fininho vamos caindo na real. Tenho achado o Brasil difícil demais. Talvez eu esteja acompanhado das torcidas do flamengo e do corinthians. Há uma questão que me incomoda mais do que tudo: o reino da mentira e da irresponsabilidade, a fofoca institucionalizada como regra da política. Não falo aqui do "mensalão", certo ou errado, esse caso passou por nossas instituições e ainda está em julgamento, depois de exaustivos debates. Falo do denuncismo gratuito, provas vagas que usualmente usam o condicional tipo "teria dito", "seria o verdadeiro beneficiário", enchendo páginas e páginas de publicações e também publicações acusatórias aqui mesmo no FB, atingindo milhares de usuários. Muito palavrório tornado público sem qualquer consistência. Tudo para desmoralizar os adversários, criando um caldo miserável, um pântano político. É preciso começar a recusar e denunciar esse tipo de facilidade política que corrói os valores da própria política.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Encerramento 8º Festival latino Americano de Cinema de SP

Texto publicado hoje no Facebook ( minha página é https://www.facebook.com/jbandrade39


TEXTO:
O Festival Latino Americano de Cinema ( Memorial da América Latina) terminou ontem, em altíssimo astral. Prêmios, festa e uma frequência maravilhosa em todas as sessões, com salas lotadas e um clima de alegria. Ao final do evento, em minha fala, lembrei-se de um grande amigo e do dia em que dediquei um prêmio a ele em 1978. Naquele ano eu venci o Festival de Gramado, com "Doramundo". E dediquei o prêmio ao meu amigo que havia feito o primeiro tratamento do roteiro e que não estava ali por ter sido assassinado pela ditadura militar três anos antes. Falo de Vlado, meu amigo Vladimir Herzog. A ele, com muita emoção, dediquei o final vitorioso de nosso festival latino Americano desse ano. Vlado se iniciou como cineasta, eu o conheci em 1963, naquela época ele fez um documentário, "Marimbás". Eu conheci o cineasta Fernando Birri, um de nossos principais mestres do documentário latino-americano, através do Vlado, que o visitou na Escola de Santa Fé, na Argentina. Depois Vlado optou pelo jornalismo, pensando que ali, principalmente na TV, poderia ter um maior acesso à população, atendendo ao seu desejo de trabalhar pelo país e, naquela época, pelo fim da ditadura militar. Eu disse, então, no encerramento do Festival, que Vlado poderia estar ali, conosco, como cineasta, não tivesse sido assassinado pela ditadura.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Foto na exibição de A COMUNA DE PARIS

Filme sobre a Comuna de Paris

FB 16/07/2013

Vi o triste encontro de Dilma com a Bispa e os evangélicos com Crivela e tudo. Governantes perdem até o jeito de andar, desconcertados, enquanto o setor mais atrasado da política brasileira faz a farra e dissimula. 
Fico me lembrando do tempo de Ulisses Guimarães, cercado de seus "autênticos", contra a maioria dos acomodados e oportunistas. Com esse exército de brancaleone foi levando a luta pela abertura política e pela Constituição.
Alguém pode hoje vestir essa roupa, cumprir esse papel?
Estão sumidas, por débeis e sem unidade, os protestos dos bons politicos que sei que temos por todo lado, no Congresso e nas Assembléias legislativas. 
Apareçam, unifiquem seus discursos, briguem!


Texto da Maria do Rosário:
+ A COMUNA (DE PARIS)
           Belíssima -- emcoionante -- a sessão, ontem (14 de julho, dia da Revolução Francesa), ao ar livre, no pátio do Memorial da América Latina, do filme "A Comuna de Paris", media-metragem mudo, de 2014, produzido pelo que é considerado o primeiro cineclube do mundo. Vejam a emoção do cineasta João Batista de Andrade, presidente do Memorial, registrada no e-mail que enviou a amigos e colaboradores (em especial à trupe que organiza o Festival de Cinema Latino-Americano de SP):
 
Jurandir, Felipe, Xiquinho,

Muito obrigado por esses dias felizes que estamos vivendo, respirando nosso Festival Latino-Americano de Cinema. 
Muito obrigado por estarem reascendendo em mim o amor pelo cinema, uma ternura sem fim que andava sepultada por conta das dificuldades profissionais.
Grande abraço, parabéns!
Do amigo e parceiro
João Batista de Andrade

Nota: o dia de hoje (domingo) foi memorável, com a exibição do filme A COMUNA, ao ar livre, no Memorial, com as mulheres (do bloco afro) sonorizando com seus tambores. Inesquecível. E justamente hoje, comemorando os 100 anos dos cineclubes e nesse dia, 14 de Julho! Eu me emocionei como há muito tempo não acontecia.
 
**************
LA COMUNA (de PARIS)
100 ANOS DE CINECLUBISMO
Interessados podem
assistir ao filme no endereçowww.youtube.com/watch?v=AQd1kcoWxps.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Filme A COMUNA

Festival Latino Americano de Sp (Memorial da America Latina)
Texto da Maria do Rosário em seu almanaquito de 15\julho\2013
+ A COMUNA (DE PARIS)
           Belíssima -- emcoionante -- a sessão, ontem (14 de julho, dia da Revolução Francesa), ao ar livre, no pátio do Memorial da América Latina, do filme "A Comuna de Paris", media-metragem mudo, de 2014, produzido pelo que é considerado o primeiro cineclube do mundo. Vejam a emoção do cineasta João Batista de Andrade, presidente do Memorial, registrada no e-mail que enviou a amigos e colaboradores (em especial à trupe que organiza o Festival de Cinema Latino-Americano de SP):
Jurandir, Felipe, Xiquinho,

Muito obrigado por esses dias felizes que estamos vivendo, respirando nosso Festival Latino-Americano de Cinema. 
Muito obrigado por estarem reascendendo em mim o amor pelo cinema, uma ternura sem fim que andava sepultada por conta das dificuldades profissionais.
Grande abraço, parabéns!
Do amigo e parceiro
João Batista de Andrade

Nota: o dia de hoje (domingo) foi memorável, com a exibição do filme A COMUNA, ao ar livre, no Memorial, com as mulheres (do bloco afro) sonorizando com seus tambores. Inesquecível. E justamente hoje, comemorando os 100 anos dos cineclubes e nesse dia, 14 de Julho! Eu me emocionei como há muito tempo não acontecia.

**************
LA COMUNA (de PARIS)
100 ANOS DE CINECLUBISMO
Interessados podem
assistir ao filme no endereçowww.youtube.com/watch?v=AQd1kcoWxps.
claro que sem a performance musical do bloco afro ilú oba de min que acompanhou a projeção no memorial da américa latina...

domingo, 14 de julho de 2013

amor ao cinema

FB  noite de 14 de Julho\ 2013

DECLARO AQUI MEU AMOR AO CINEMA, PAIXÃO QUE ANDAVA SOTERRADA PELAS DIFICULDADES DE MINHA CARREIRA. eMOCIONEI-ME ATÉ O LIMITE ASSISTINDO O FILME MUDO "A COMUNA", NA PRAÇA DO MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA, COM UM PÚBLICO DE CENTENAS DE PESSOAS ENCANTADAS COM AS IMAGENS, A PRAÇA, O ACONTECIMENTO E OS TAMBORES DAS MENINAS QUE FIZERAM A "TRILHA" DO FILME ALI AO VIVO...

terça-feira, 9 de julho de 2013

Pesadelos, golpe de estado e política

FB 09Jul13
Algumas mensagens usam o perigo de um golpe de estado para julgar os movimentos de rua. Mas quem é que está querendo ditadura? - não se pode usar um medo inexplicável para impedir justamente o exercício democrático da não concordância. Isso Stalin fez bem, Mussolini também, Hitler também: "quem não está comigo está contra o país" , "já que eu é que sou o bom, o bem, quem está contra mim está com o mal"...Conspirações, golpes de estado, deus do céu, que paranóia! E essa apologia do sentido de poder absoluto e mal da midia? -- quanto pesadelo! - Sem um mínimo de distanciamento, de capacidade de discernir entre o real e os demonios que nos atormentam, fica difícil. O mundo se desmancha em mágoas..."ninguém me entende", "ninguém vê o perigo, só eu".
E tudo isso temperado com denúncias contra opositores, antecipando as eleições. Vamos com mais calma! - O que os movimentos estão pedindo nada tem de extraordinário, são temas antigos em nossa política e que não mereceram a devida atenção, nesse mais de um século de República. Melhoria para o ensino, fim da corrupção, melhoria na saúde, melhores e mais baratos serviços urbanos. Caramba! Eu acrescentaria "direito à alternância no poder, direito de disputar o voto do eleitor com propostas e cobranças!


FB  06Jul13
Muitas vezes somos pensadores bem intencionados mas enclausurados, sem vivência diante dos problemas novos, como agora, com as passeatas. O imenso rol de informações nos levam a refletir sobre o que aprendemos, o que podemos refletir sobre as bases do saber intelectual adquirido. Aí vale tudo...O real pode estar sendo substituído por uma representação que fazemos do real: quase nenhuma chance de práxis, apesar, muitas vezes, da sofisticação de nossos pensamentos. . . Assim, nossa imaginação se torna delirante, como nos sonhos. Pode acontecer até que fiquemos magoados quando a danada da realidade escapa ao nosso saber...

sábado, 6 de julho de 2013

o real e a imaginação

FB 06Jul13
Muitas vezes somos pensadores bem intencionados mas enclausurados, sem vivência diante dos problemas novos, como agora, com as passeatas. O imenso rol de informações nos levam a refletir sobre o que aprendemos, o que podemos refletir sobre as bases do saber intelectual adquirido. Aí vale tudo...O real pode estar sendo substituído por uma representação que fazemos do real: quase nenhuma chance de práxis, apesar, muitas vezes, da sofisticação de nossos pensamentos. . . Assim, nossa imaginação se torna delirante, como nos sonhos. Pode acontecer até que fiquemos magoados quando a danada da realidade escapa ao nosso saber...


Eh bom esclarecer:nos nao estamos numa revolucao... Como disse o Gabeira, placas tectonicas se mexeram, acabou a tranquilidade dos governantes. So isso e isso eh o bastante se continuarmos a agir pressionando os sistemas de representacao e os governos. Por isso acho que o melhor seria o Congresso preparar uma proposta e apresentar ao povo para referendar ou rejeitar. Penso que a pressao das ruas levarah aa necessidade de consensos ou alternativas para eventual plebiscito final.


As manifestações de rua, com todas as suas incertezas, bordas de violência, marcaram profundamente a vida política brasileira. Não falo só da perplexidade dos dirigentes, governantes, politicos em geral, que batem cabeça em busca de respostas e da saia-justa em que repentinamente se viram. Falo também da corrida de todos nós no sentido de buscar uma compreensão dessa inesperada avalanche que liquidificou conceitos e certezas. E ainda sabemos pouco. Tenho lido textos interessantes do Marco Aurélio Nogueira, da Marilena Chauí, muitos outros de orientações ideológicas distintas. Eu mesmo arrisquei, logo no início das manifestações, uma análise política, usando o termo "substituição", mostrando como a ascensão de um partido de esquerda ( então de esquerda), com viés de esquerda tradicional, praticou a absorção dos movimentos sociais para dentro do Governo/estado, esvaziando os sentidos e a independência desses movimentos. Escrevi há mais de cinco anos um artigo com essa visão, o "Deixa Comigo", onde imagino um governante que, saído dos movimentos populares, não precisa ouvir nada desses movimentos, pois sabe tudo deles e também por que levou para o governo os líderes desses movimentos. Essa "substituição" se esgota, deixa os movimentos sem lideranças, -até o momento em que a sociedade se vê aprisionada por essa lógica que não resolve, de fato, os entraves da vida social. E então, usando o melhor instrumento disponível, setores massificados da sociedade se rebelam contra essa submissão que, além de tudo é ineficaz e corrupta. Em outras eras poderia ter sido o boca-a-boca, o jornalzinho de poste, a panfletagem, etc. Hoje, a internet, que parece de fato um poder mágico mas cujo uso vai deixando um rastro de realismo, a compreensão de que ali nada mais temos do que uma nova forma de comunicação e que as idéias ali pegam quando encontram eco entre os usuários. Penso que hoje, quando o mundo da política se movimenta no sentido de sua própria preservaçao e riscos de todos os lados, o desafio é o de enriquecer a atividade política. É preciso clareza de que os movimentos de massa não são nem serão capazes de dirigir o país. Sem os partidos, o risco enorme é entregar de bandeja essa função a qualquer ideia totalitária, como a de "democracia direta", que já alimentou ditaduras de esquerda e de direita. Penso que o fundamental agora é dirigir os movimentos no sentido de garantirem uma boa reforma política e o surgimento de uma nova democracia, principalmente a partir das eleições de 2014.

02Jul13
Entre boatos, suposições, acusações difíceis tanto de provar se verdadeiras ou falsas, vamos indo para a guerra. Guerra de acusações, um exercício que nos diminui a todos, transformam-nos num povo e num país de terceira categoria, amantes da fofoca e do diz-que-me-diz. Nesse embroglio, feito bolo de rolo, vamos todos descendo ladeira abaixo, politicos, instituições, justiça, - em direção ao vale das mágoas, da impotência política, das queixas sem fim. Tudo isso antes do dono, o povo, decidir nas urnas para onde vai o país. O voto! Parodiando Ulysses Guimarães, "fofoca não é urna, denúncia não é voto".

quinta-feira, 4 de julho de 2013

reflexões sobre as passeatas e consequências

"Foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar..." , na música do genial Paulinho da Viola.

As manifestações de rua, com todas as suas incertezas, bordas de violência, marcaram profundamente a vida política brasileira. Não falo só da perplexidade dos dirigentes, governantes, politicos em geral, que batem cabeça em busca de respostas e da saia-justa em que repentinamente se viram. Falo também da corrida de todos nós no sentido de buscar uma compreensão dessa inesperada avalanche que liquidificou conceitos e certezas. E ainda sabemos pouco. Tenho lido textos interessantes do Marco Aurélio Nogueira, da Marilena Chauí, muitos outros de orientações ideológicas distintas. Eu mesmo arrisquei, logo no início das manifestações, uma análise política, usando o termo "substituição", mostrando como a ascensão de um partido de esquerda ( então de esquerda), com viés de esquerda tradicional, praticou a absorção dos movimentos sociais para dentro do Governo/estado, esvaziando os sentidos e a independência desses movimentos. Escrevi há mais de cinco anos um artigo com essa visão, o "Deixa Comigo", onde imagino um governante que, saído dos movimentos populares, não precisa ouvir nada desses movimentos, pois sabe tudo deles e também por que levou para o governo os líderes desses movimentos. Essa "substituição" se esgota, deixa os movimentos sem lideranças, -até o momento em que a sociedade se vê aprisionada por essa lógica que não resolve, de fato, os entraves da vida social. E então, usando o melhor instrumento disponível, setores massificados da sociedade se rebelam contra essa submissão que, além de tudo é ineficaz e corrupta. Em outras eras poderia ter sido o boca-a-boca, o jornalzinho de poste, a panfletagem, etc. Hoje, a internet, que parece de fato um poder mágico mas  cujo uso vai deixando um rastro de realismo, a compreensão de que ali nada mais temos do que uma nova forma de comunicação e que as idéias ali pegam quando encontram eco entre os usuários. Penso que hoje, quando o mundo da política se movimenta no sentido de sua própria preservaçao e riscos de todos os lados, o desafio é o de enriquecer a atividade política. É preciso clareza de que os movimentos de massa não são nem serão capazes de dirigir o país. Sem os partidos, o risco enorme é entregar de bandeja essa função a qualquer ideia totalitária, como a de "democracia direta", que já alimentou ditaduras de esquerda e de direita. Penso que o fundamental agora é dirigir os movimentos no sentido de garantirem uma boa reforma política e o surgimento de uma nova democracia, principalmente a partir das eleições de 2014.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

vale tudo

FB 03Jul2013

A paixão cega, tanto na vida como na política. Cultuada sem crítica, verdades e mentiras são assim classificadas ao sabor dos desejos e das frustrações. Pior quando a própria paixão é criticada, negada, colocada em questão. Forças questionadoras assim, vindas de fora do próprio ser apaixonado tornam-se inimigas terríveis, como monstros em pesadelos. "Tudo meu é bom, tudo do outro é ruim e mal". O mundo parece se articular como uma teia que pode te aprisiona, que impede teus passos, sua caminhada rumo ao paraíso de suas verdades inatacáveis. Desse pesadelo não escapam os mais idealistas, puros, aqueles que abraçaram causas de grandezas humanitárias sem limites. A História nada deve a eles, avançando pelo tempo e deixando para trás os que se apegam tanto, via paixão, ao que já passou. A paixão política é uma cegueira de olhos feridos e irritados. Prisioneiro de sua lógica, o cego político precisa se defender e o faz jogando a culpa de sua dor no outro.

e

A mentira no Brasil é uma doença política. Vive-se aqui em meio ao vale tudo, Tudo é mentira, manipulação. Falta-nos um fio de Ariadne



Escrevi isso quando li postagem de uma pessoa muiiiito querida defendendo seus ídolos politicos fazendo acusaçoes aos ídolos da oposição. "Classe média não  gosta do Lula por que? - por que acha que ele é corrupto? - se fosse isso odiaria o FHC, que é mais corrupto"...