terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Mensagens sobre filmes meus

Facebook 31\12\2013

Renata Rubim Assisti o País dos Tenentes aqui em Porto Alegre há muito, muito tempo atrás (acho que quando foi lançado) e fiquei fascinada. Lembro que queria muito parabenizar o diretor e como não havia internet, nem tio Google, recorri a um amigo da família, Paulo Gastal e ele me deu teu endereço e então escrevi uma cartinha para cumprimentar pelo belo filme. O Gastal já se foi, mas meu gosto por cinema é o mesmo. Abraço e parabéns pela obra. Abraço, Renata Rubim


Facebook 28\dez\2013

Pps Sampa João Batista de Andrade Acabamos de assistir no Canal Curta! seu filme Próxima Vítima, de 1983. Muito bom rever os anos 80, a política com Montoro, Janio, Reynaldão, o PT surgindo, e as atuações de Fagundes, Guarnieri, Mayara Magri e até Goulart de Andrade!!! Nostálgico!!!

Facebook 27\dez\2013

Cláudio Brayner · 20 amigos em comum
O HOMEM QUE VIROU SUCO é o meu predileto...

 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Dor

Facebook 03 dez 2013

DOR

Por mais que me expliquem, sigo sem entender
Por mais que entenda, não consigo explicar
O sofrimento é como uma aura escura
Nada de luz, nada de ar
A vida perde o sentido, é um andar à toa
Um fio tênue de água limpa
Que nunca chega ao mar
O corpo se desconcerta, nada pode fazer
E a alma se desespera pedindo paz
Mesmo assim os sonhos pedem que eu viva
Me banhando num lago azul
Onde já não importam as vozes e nem o ar.
(João Batista de Andrade 03Dez/2013)

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A cebola Doida

Facebook 29\nov\13

O bom mesmo é ter amigos, não? Amigos se defendem, mesmo que tenham que distorcer ou relativizar "um pouco" os fatos, buscando fazer deles o que chamei de cebola doida. Cebola doida é aquela cujas "folhas" se contorcem, atravessam, se enrolam, de forma que fica impossível saber como desenrolar e como entender a lógica dessa estranha e saborosa planta. E quanto mais gente tentar e, principalmente, falar de seu entendimento ou desentendimento do estranho fenômeno, mas perdido fica quem tentar, de fato, entender. A cebola diz: mais forte que os fatos, -e as folhas-, são as versões.

E

BRASIL, UMA CEBOLA DOIDA. Cebola doida é aquela cujas "folhas" se contorcem, atravessam, se enrolam, de forma que fica impossível saber como desenrolar e como entender a lógica dessa estranha e saborosa planta. E quanto mais gente tentar e, principalmente, falar de seu entendimento ou desentendimento do estranho fenômeno, mas perdido fica quem tentar, de fato, entender. A cebola diz: mais forte que os fatos, -e as folhas-, são as versões. Assim, em volta do desentendimento dessa Cebola Doida, juntam-se padres e pastores, amigos e inimigos e até mesmo multidões de desentendimentos e nós de todos os tipos, em busca de alguma graça. Já que nenhuma graça serve a mais do que um dos contendores, a Cebola Doida cresce a cada dia, se alimentando dessa algaravia. A Cebola Doida vai se glorificando como o santo maior de nosso tempo midiático.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Elia Kazan

Publicado no Facebook 26\nov\2013

Elia Kazan, que cineasta! - vi pela manhã seu filme  Man on a Tightrope (br.: Os Saltimbancos) de 1953, em plena guerra fria. Apesar de seu anti-comunismo, é um belo filme, tenso e que expõe a visão de Kazan sobre o comunismo. Hoje é difícil tirar a razão de Kazan, sabendo do rumo equivocado e terrível seguido pelo socialismo nos países da esfera soviética, o chamado socialismo real: o proletarismo, o anti-intelectualismo, o estado policialesco tomado por um só partido, a transformação de críticos em inimigos. Chamo a atenção para o fato de que esse descaminho trágico, que hoje chamamos de stalinismo, não se deu somente nos países socialistas. Os partidos comunistas de quase todo o mundo eram cegos diante de todas as barbaridades feitas em nome do socialismo. E também perseguiam seus críticos, como inimigos do socialismo e "agentes do imperialismo". Setores da esquerda tem lutado, principalmente a partir das lições italianas (Gramsci, Togliati, etc), para escapar dessa lógica perversa e transformar o socialismo numa luta politica dentro dos sistemas democráticos, sem a pretensão de "tomar" o estado para um partido.



Publicado no FB 27Nov13:

  • José Edward Janczukowicz João Batista de Andrade parabéns por reconhecer o belo cinema do genial Elia Kazan. Ainda hoje comunistas cegos colocam Kazan no inferno, sem perceber a força dos seus filmes. A força dos seus temas. A habilidade como dirigia e a força que imprimia em cada plano. Fui um dos poucos que numa crítica falei a favor de um filme do Kazan. Nunca apoiei o que fez ao denunciar os colegas. Sempre julguei seus trabalhos, magníficos, mesmo num filme menor dele, de nome O Justiceiro, de 1947. Parabéns pela coragem, João Batista de Andrade! Obra é obra,. Atitude é atitude. E a do Kazan nunca foi totalmente explicada. Agora explicadas em parte com a sua ajuda`Chamo a atenção para o fato de que esse descaminho trágico, que hoje chamamos de stalinismo, não se deu somente nos países socialistas. Os partidos comunistas de quase todo o mundo eram cegos diante de todas as barbaridades feitas em nome do socialismo.
  • João Batista de Andrade É preciso separar as coisas. 
    Pense nisso: um leigo assiste o filme tal como é, sem saber nada do diretor.
    Nós sabemos, mas temos que nos render à genialidade dele. E até mesmo ver como seu anti-comunismo impregna seus próprios filmes, sem destruí-los.
  • João Batista de Andrade Ouso dizer ainda que seu anti-comunismo militante (denunciou colegas no processo do macartismo) lhe dava forças de militante e essa força passava para os filmes. Mas isso se dava submetido a uma força maior, apartidária, apolítica, que era sua criatividade, sua paixão pelas histórias, pelos dramas humanos. Veja em Zapata (Marlon Brando e Anthony Quinn geniais), paixão daqueles personagens em luta. Para compensar ele coloca um conselheiro intelectual terrível, manipulador, simulacro de esquerda maquiavélica.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Resenha CONFINADOS jornal de Uberlândia

Correio de Uberlândia, 22\nov\13

Confinados

*Por Rodrigo Francisco Dias
A trajetória de João Batista de Andrade é bastante interessante. Nascido na cidade mineira de Ituiutaba em 1939, Andrade vivenciou complexos momentos da recente história do Brasil, como o período da Ditadura Militar (1964-1985), por exemplo, tendo uma notável carreira como cineasta. Já como escritor, publicou sete livros até o presente momento, o último se chama “Confinados: memórias de um tempo sem saídas” (Ed. Prumo, 2013, 192 páginas).
A obra se ocupa da atual realidade de nosso país e acompanha as vidas de alguns personagens que vivem em uma grande cidade brasileira, explorando seus problemas, seus dramas, suas crises e sua incapacidade de encontrar um caminho seguro nestes tempos de tantas dificuldades. “Confinados” apresenta ao leitor uma instigante mistura de realidade e ficção, e, em várias passagens, é possível perceber pontos de contato entre a história de vida do autor do livro e as histórias de seus personagens, como a do velho arquiteto Júlio, um homem em crise que sofre com sua solidão.
A sensação de solidão, aliás, é elemento importantíssimo de “Confinados”. A cidade grande é o espaço da violência e do medo, o que faz com que os personagens tenham que se trancar em suas casas, permanecendo sozinhos e vendo as tragédias da guerra entre policiais e bandidos pela TV. É a partir desta situação de confinamento, desta solidão, que Andrade explora os complexos aspectos psicológicos de seus personagens e nos apresenta a sua visão acerca do Brasil contemporâneo.
João Batista de Andrade militou por anos no Partido Comunista Brasileiro (PCB), lutou contra o regime militar por meio de sua arte e sempre apresentou em suas produções um olhar crítico sobre os (des)caminhos trilhados pela sociedade brasileira. Nesta perspectiva, “Confinados” é interessante porque nos permite ver como um autor com tal trajetória de vida interpreta o atual estado de coisas no nosso país. A pergunta feita por Andrade em seu livro, portanto, diz respeito tanto ao personagem Júlio quanto ao próprio autor: “Como falar do desconforto enorme, diante dos desafios e surpresas do mundo atual, depois do fim de suas utopias, depois de tantas lutas e esperanças que carregara desde a juventude?”.
Tal questionamento é importante, pois nos remete a todos aqueles que não conseguem encontrar no tempo presente a realização de projetos e sonhos do passado, mas apenas uma cruel e violenta realidade, um mundo no qual confinados estamos todos nós.
* Rodrigo Francisco Dias é mestrando em História pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), professor da Escola Estadual Messias Pedreiro (Uberlândia-MG) e integrante do Núcleo de Estudos em História Social da Arte e da Cultura (Nehac). E-mail: dias.rodrigof@gmail.com

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Arte e Vida

Postado no FB em 20Nov13

a- em minha página
Bom dia a todos.
Tenho tentado escrever meu quinto romance e não consigo.
Os personagens de "Confinados" ainda povoam minha imaginação.
Tudo tem seu tempo, toda dor, todo desejo, todo amor.
Ando pensando muito nisso, no tempo, na memória. 
Perto de meus 74 anos, bem perto, acho que as lembranças se amontoam em meus sonhos, - são tantas, quase me levam à loucura.
E muita gente sonha com a ampliação contínua dos tempos de vida, - até mesmo com a imortalidade.
Em meu filme "O cego que gritava luz" o personagem principal (Tonico Pereira), já bem velho e perturbado com as lembranças de tantos erros na vida, diz que a cada instante vamos acumulando nós de desafios não resolvidos, erros, frustrações, como um rabo a cada instante maior e mais difícil de arrastar...
Claro, eu fiz esse filme em 2005,depois de ficar 8 anos sem filmar por causa do plano Collor. Nesses oito anos vivi auto-exilado no Brasil central, tentando esquecer do passado, das perdas, - principalmente a perda da esperança e do futuro.
A volta ao cinema foi a volta de minha vida, seguindo os rastros de minha memória, a busca de recompor a ligação com meus filhos e com o próprio cinema.
Fui aprisionado de novo pelos sonhos.
E aqui estou eu, um pouco angustiado, arrastando meu imenso rabo, esperando o dia dos meus 74 anos.


COMENTÁRIOS:


b) na página do grupo CONFINADOS
Para que serve a arte, para que serve um livro?
Amanheci tomado ainda pelas perturbações de sonhos, a memória efervescente atirando passagens de minha longa vida. Os personagens de "Confinados" ainda me pedem soluções, caminhos, parecem pessoas comuns de meu cotidiano. Embora eu os tenha criado, eles são, na verdade, criações do mundo a partir de minha vivência em sociedade. Por isso sempre que penso que são meus eles se rebelam, não, não são meus, são da humanidade. 
Não sei por que, saio da cama cantarolando Caiymmi, "no abaeté tem uma lagoa escura, arrodeada de areia branca; de manhã cedo quando a lavadeira passa bem perto do abaeté, vai se benzendo por que diz que ouve, ouve a zoada do baucajé...". Eu me entusiasmo com minha própria voz grave, imito Caymmi. E percebo o que é essa "lagoa escura arrodeada de areia branca" em minha vida. Isso me leva para outros pensamentos, a reflexão do que fazem os artistas, de como são importantes para nos ajudar a enfrentar os enigmas da vida.

domingo, 17 de novembro de 2013

O PT e a democracia

Postados dia 17 Nov 2013

  • O PT assumiu o governo como se tomasse o Estado. Transformou os adversários em inimigos, pousou de quem reinventa o país partindo do zero, compôs sua base aliada como se viu. O PT agiu como um partido religioso, fanático como verdadeiras torcidas de futebol, permitiu e usou campanhas difamatórias, dossiês falsos, sempre na esteira de que os adversários são inimigos. Usou e abusou, no poder, da técnica ditatorial ( de esquerda e de direita) de que quem está contra o governo está contra a nação.
  • João Batista de Andrade Acho que basta. Para compensar, é um partido de esquerda, apesar de se colocar como um velho partido de esquerda, de antes de 1968. Tomara que reencontre seu rumo, sua modernidade em conformidade com a democracia transparente, justa e pacífica que todos queremos. Não há dúvidas, o PT é um partido indispensável e sua atualização faria um bem enorme ao país.

sábado, 16 de novembro de 2013

15 NOV 2013- prisão dos condenados do PT

Postado no FB dia 16Nov13

Passei o dia refletindo sobre os acontecimentos de ontem e hoje. Ainda tenho dificuldade em analisar o que está acontecendo. Tenho uma tendência crítica, nada mais, - e tenho evitado endossar acusações de lado a lado; somos um mar de acusações e falsos dossiês, a verdade nunca está nesse cardume de sardinhas. E sei que nada acabou, como muitos esperam. Vivemos uma novela comprida, cheia de lances inesperados. Tomara que isso sirva para amadurecer nossa democracia. Para comemorar, o fato de que as instituições parecem agora obrigadas a funcionar, gostemos ou não dos resultados.

sábado, 19 de outubro de 2013

Marco Aurélio Nogueira fala sobre meu livro CONFINADOS




sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O destino de cada um




Não tenho talento nem conhecimento para fazer crítica literária. Até tentei, muito tempo atrás. Foi um fiasco.
Leio muita literatura, creio que hoje em dia até mais do que livros científicos. Para mim, é impossível entender o mundo sem literatura, sem música e sem cinema. A arte nos ensina coisas indispensáveis, que não podem ser encontradas na ciência, na filosofia ou na religião. Além disso, é menos chata.
Para mim, um bom romance não se filia a gêneros, escolas ou autores. É um texto que pega pela emoção, que envolve e faz fantasiar, refletir, pensar na vida, além de apresentar o leitor a personagens emblemáticos, singulares, com os quais estabeleço um relacionamento e entabulo uma conversação.
É assim com todo mundo que gosta de ler. Mergulhar no terreno sensível e explorá-lo de modo a ultrapassá-lo.
Acabei de ler Confinados, de meu amigo João Batista de Andrade, publicado recentemente numa bela edição da Prumo, de São Paulo.
O livro faz exatamente o que escrevi acima. Pegou-me pela emoção (que aumentou porque conheço o autor e compartilhei algumas coisas com ele). Ofereceu-me um relato pungente da vida como ela é e me pôs em contato com uma galeria de personagens densos, expressivos, fascinantes. Traficantes, gente comum, intelectuais. Sua trama é paulistana – a cidade tomada pela violência, um enredo que de certo modo nos remete às ações do PCC que sitiaram a cidade em 2006. Mas o que o enredo revela é universal e flui de maneira explosiva, às vezes delirante: confusões mentais, angústia, solidão, dúvidas, medos, a luta diária pela sobrevivência e pela vida, que pulsa mais forte.
Como é cineasta e documentarista militante – autor de tantos belos filmes com a marca do “cinema de intervenção” (Doramundo, O homem que virou suco, Vlado) –, João Batista constrói sua história como um mosaico de pequenas cenas plásticas, caprichosamente costuradas entre si. Lança-nos num redemoinho de labirintos e encruzilhadas.
Seus personagens estão confinados nessa trama diabólica que não controlam nem conhecem. Vivem. Batalham. Matam, amam e morrem. Confinam-nos com eles. E ao fazerem isso nos libertam.
O final aberto do livro sugere que o destino de cada um não está pré-determinado nem pode ser escolhido unilateralmente. Chances, desvios, riscos, circunstâncias e oportunidades estão o tempo todo redefinindo rumos que pareciam definitivos. É uma aposta na liberdade. E na capacidade humana de refletir sobre a própria experiência.
Tá na abertura do livro: "Você, como um leitor especial deste romance, pode mudar tudo. Proponha, mude, mesmo para que seja para que tudo continue como está. Pois se uma pessoa pode mudar uma história, abre-se uma nova chance para a vida. Quem sabe uma pessoa possa, com um gesto, uma opinião, mudar o mundo?”. 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

documentário e ficção

A ficção muitas vezes é mais reveladora da realidade do que o documentário. E olha que sou documentarista reconhecido. Mas nunca tive esse tipo de opção como religião. Filmo e escrevo documentários e ficção. Cada um com seu alcance. Garanto que meu livro "Confinados" esclarece mais sobre o Brasil de hoje do que tantas teorias vazias e perdidas que lemos a toda hora. A ficção me permitiu sondar a alma dos brasileiros, percorrer as diversas camadas da população, ver como vivem, como se inter-relacionam, como enfrentam os desafios tanto teóricos quanto cotidianos.

domingo, 6 de outubro de 2013

A humanidade sobreviverá?

FB 06Out13
Humanidade ainda precisa mostrar que sua escolha como vida dominante não foi uma roubada para a natureza.

Arnaldo Pereira · Amigo de Ana Paul e outras 6 pessoas
João, sobre esse assunto, tomo a liberdade de reproduzir os primeiros parágrafos do livro O Império Americano, de Noam Chomsky:
“Alguns anos atrás, um dos grandes nomes da biologia contemporânea, Ernst Mayr, publicou algumas reflexões sobre as chances 
de sucesso na busca de inteligências extraterrestres. Para ele, essa probabilidade era remota. Suas conclusões tinham a ver com o sentido adaptativo do que chamamos "inteligência superior", ou seja, a forma especificamente humana de organização intelectual. Mayr estimou o número de espécies desde a origem da vida em cerca de cinquenta bilhões, uma única das quais "atingira o tipo de inteligência necessária a gerar uma civilização." Isso ocorreu em passado bem recente, há cerca de cem mil anos. Costuma-se supor que apenas um pequeno grupo tenha sobrevivido, do qual somos todos descendentes.

Mayr especulou que a forma humana de organização intelectual talvez não se deva à seleção. A história da vida na Terra, escreveu, contradiz a afirmação de que "é melhor ser inteligente do que burro", ao menos a julgar pelo sucesso biológico de besouros e bactérias, por exemplo, muito mais bem-sucedidos do que os humanos em termos de sobrevivência. Ele acrescentou, ainda, o sombrio comentário: "a expectativa média de vida de uma espécie é de cerca de cem mil anos".

Estamos entrando em um período na história humana que talvez possa esclarecer se é melhor ser inteligente do que burro. A perspectiva mais otimista é a de que a pergunta não seja respondida: se houver uma resposta definitiva, ela só poderá ser a de que os humanos resultaram de algum tipo de "equívoco biológico", usando os cem mil anos que lhes foram reservados para destruir uns aos outros e, nesse processo, muitas coisas mais.

Sem dúvida, a espécie desenvolveu a capacidade para fazer precisamente isso, e um hipotético observador extraterrestre poderia concluir que os humanos demonstraram tal capacidade ao longo da história, dramaticamente nas últimas centenas de anos, agredindo o meio-ambiente que sustenta a vida, a diversidade de organismos mais complexos, e com selvageria fria e calculada, também uns aos 
outros.”

João Batista de Andrade A forma de compreensão desenvolvida pelo ser humano, em sociedade, é a da dominação, não da convivência. na natureza, predadores não são predadores da vida, mas dos excessos.  
Resta saber se o tipo de inteligência que adquirimos será capaz de resolver esse dilema, cuja solução dependerá muito de certas características primitivas de nossa relação com a natureza

galinhas d´angola

FB 06Out 2013

Estarei ficando chato, ecochato, idealista? - pois vi no sempre bom Globo Rural reportagem sobre galinhas d´angola, as cocá, angola, etc, tão populares no centro-oeste. Pois bem um cara no nordeste resolveu fazer inseminação artificial e produz centenas ( ou muilhares?) de pintinhos por dia. As angolas são maravilhosas. Ao contrário das galinhas, são mais livres, não ciscam estragando jardins e se alimentam de insetos, -formigas!. E são gregárias, formam bandos. Eu gosto de mais, em meu retiro pelo centro-oeste, entre 1990 e 2002, gostava de ficar admirando seu comportamento de grupo: as danças de acasalamento, como corridinhas programadas de um lado para outro e, repentinamente, o vôo de todas para longe. Logo estarão de volta, eu admirava aquela nuvem que vinha de longe até que pousassem á minha frente de novo. Elas são de reprodução um pouco complicada, pois botam, no Brasil, na época da chuva e os pintinhos são super sensíveis, não podem se molhar. Pori isso o comum é colocar os ovos em galinhas. Pois bem, agora os pintinhos nascem em chocadeiras e são logos transferidas para as gaiolas de crescimento, amontoadas até a hora do abate. Algum dia deveríamos decretar: ou paramos de comer animais ou os criamos sempre livres.