sábado, 23 de julho de 2016

AbertFestLatino2016

É mole?
(20Jul2016, Memorial da América Latina  11º Festival do Cinema Latino Americano
Curtir
Comentar
Comentários
Meg Steagall Muito bom! Valeu!!!
Lucia Caus ❤️❤️
Cida Moreira coisa linda....
Carlos Alberto Mattos Sensacional! Parabéns, João
DescurtirResponder123 h
Angelo Karlitos Lima Bravo.Viva o cinema.
DescurtirResponder123 h
Fabiana Heilmann Penna João Batista de Andrade,que maravilha,parabéns!!!!!!
DescurtirResponder123 h
Augusto Sevá Maravilha!
DescurtirResponder123 h
Rudge Schwertner Parabéns a todos.
DescurtirResponder122 h
Marinho Andrade Que imagem linda...!
DescurtirResponder122 h
David Leroy Parabéns, João Baptista!
DescurtirResponder122 h
Gioconda Caputo Linda imagem!
DescurtirResponder122 h
Adelia Sampaio Salve João viva o cinema nacional
DescurtirResponder121 h
Simone Fonseca · 2 amigos em comum
Parabéns!!!
DescurtirResponder120 h
Ittala Nandi Grande maravilha.
DescurtirResponder120 h
Antonio Leal Espetáculo!!!
DescurtirResponder220 h
Inês Pereira Que presente para a cidade!!! Parabéns!!
DescurtirResponder118 h
Reginaldo A de Paiva A praça é do pueblo.
DescurtirResponder115 h
Solange Souza Lima Moraes UAU!!!!!!!
Que lindo.
DescurtirResponder114 h
Anna Muylaert Maravilhoso ! Inesquecível !
DescurtirResponder110 h

FestMoscou81HQVS

Revelação engraçada do Avelima sobre meu filme O HOMEM QUE VIROU SUCO, vencedor do Festival Internacional de Moscou 1981.
Luis Avelima
3 h
Sem nome de autor, mas uma alusão ao filme "O homem que virou suco", de João Batista de Andrade, ganhador do Festival Internacional de Cinema de Moscou em julho de 1981, e que eles traduziam como "O Homem Espremido, aproximadamente..
Curtir
Comentar

Festival de Moscou 1981

E por falar em Festival de Moscou, em julho de 1981 o filme “O Homem que virou suco”, de João Batista de Andrade ganhou o premio de ouro do XII Festival de Cinema de Moscou (XII Московский международный кинофестиваль). Os russos chamaram o filme de duas formas: «Выжатый человек» (O Homem Espremido) e “В каменных джунглях Сан-Паулу’ (Na selva de concreto de São Paulo). “Бразилия, peжиссёp Жуан Батиста ди Андради” (Brasil, diretor João Batista de Andrade)
Curtir
Comentar

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Coração

Só
Meu pensamento é como linha doida
Disparada do carretel
Atravessa mares, rios, ilhas desertas
Em busca de algum mel.
Meu coração.
(improviso de JBA)

sexta-feira, 15 de julho de 2016

A delicadeza do amor

14 Julho 2016

A DELICADEZA DO AMOR

Há sempre muitas perguntas no ar que respiramos
Sempre falta um pouco de açucar em meu café
O travesseiro me nega o conforto do sono
Há sempre um pouco de medo, talvez de fé

O amor escolhe o lugar em que deseja viver
Muitas vezes sob a réstea do espanto
E da desesperança que se respira feito ar
Pede silêncio e no silêncio chora seu próprio canto

Amor.


(JBA)
Para Ana

segunda-feira, 11 de julho de 2016

14 Juliet 2016

23:24HS DE 11Jul2016

14 JULIET 2016

Ouço de ruas plácidas
O sinal sonoro, desejo e sina
Da anarquia
Respiro o cheiro doce de sangue humano



DO CHÃO, ARRASTANDO-SE COMO VERMES
ARRANCANDO PEDAÇOS DE MINHA CARNE CRUA
SALTAM BOCAS PINTADAS DE VERMELHO E PRETO
EM ESTRANHA FANTASIA
PENSO NA FOME, NA MISÉRIA E NA GUERRA
DIAS E NOITES NESSA TRAVESSIA
QUE POVOA MINHA VIDA E OS SONHOS


ERGO OS OLHOS E PERGUNTO
O QUE FAZER
QUANDO O DESENTENDIMENTO É O PRATO DO DIA

CUSPO ENTÃO PARA O ALTO, CALCULANDO CURVAS GRAVITACIONAIS
DE FORMA QUE ATINJAM AS OFENSAS EM SUA QUEDA
ANTECIPANDO A SURPRESA ÁSPERA DE MÍSSEIS CEGOS
E ATENTADOS DE TANTA FÉ QUANTO COVARDIA
LOUCURA QUE AGE AGORA TÃO FRIA, SEM ALARDE E SEM SENTIDO

A MORTE PARECE POUCO PARA QUALQUER SONHO PERDIDO
DESDENHA-SE DELE, POBRE FANTASIA
ENQUANTO A ESCURIDÃO DO MUNDO NOS AÇOITA
E SE ARRASTA EXALANDO MEDO PELOS OLHOS E OUSADIA

PELOS E PELES INCHADAS DE ANIMAIS FAMINTOS
TANTO ÓDIO QUANTO SANGUE NESSA CARNE NUA
FANTASIOSOS SÃO OS DESEJOS QUE A TUDO ENCOBREM
DESAFIAM O DESFIAR DA MORTE ENTRE A FORÇA E O PENSAMENTO
ENTRE A NOITE E O DIA

SIM, A MORTE PARECE POUCO PARA TÃO POUCOS DESEJOS E FANTASIAS
PARECE SIM TÃO POUCO PARA TANTA INDIFERENÇA
QUE SE BEBE DESDE A INFÂNCIA DOS OPRIMIDOS

SIM, A MORTE PARECE SER TÃO POUCO,
POUCO PARA MEXER UM SÓ MÚSCULO DE NOSSA INTOLERÂNCIA INÚTIL
POUCO CASO QUE FAZEMOS DE TODOS OS CASOS, TÃO POUCO
POUCO A VIVER, POUCO A VER, A LAMENTAR, POUCO A SER
POUCO OU NADA A FAZER

OUÇO TIROS, PARTEM DAS PEQUENAS GRADES DA PENITENCIÁRIA
IMAGINÁRIA
QUE CULTIVO NESSE RETIRO DE DÉCADAS DECADENTES
E ORDINÁRIAS

SEI QUE MORREM MUITOS A CADA METRALHAR DE BALAS
E QUE AS PALAVRAS REPETIDAS SEM SENTIDO FEREM
SEI QUE GATILHOS E MIRAS NUNCA SE DERAM BEM
SEI QUE HÁ TENSÕES DEMAIS EM NOSSO DIA A DIA
ESPANTA O SENSO COMUM O TANTO QUE JOVENS BEBEM
E O POUCO QUE SE LÊ E PENSA NESSA PÁTRIA ESCURA
DESEDUCADORA

VERDADES OBSCURAS, DOBRAS DE PÁGINAS BRANCAS
CONTANDO HISTÓRIAS DE MINHA INFÂNCIA E JUVENTUDE
GRITOS QUE GUARDO NOS BOLSOS FEITO PEDRAS
GOZOS INDISCRETOS E INCERTOS A NOITE INTEIRA
SÓ PENSANDO EM VOCÊ, MEU AMOR, SÓ EM VOCÊ
DENSA NUVEM DE PAZ QUE LUTO PARA NÃO SUCUMBIR AO VENTO

APENAS ME PERGUNTO QUE BOCAS FERAS SERIAM AQUELAS
QUE DE MEU CORPO TIRAM LASCAS DE CARNE INÚTIL
E DE CUJAS GARGALHADAS CATO, MAIS QUE FÚRIA
PALAVRAS SUJAS, A IMBECILIDADE DO ÓDIO, A INTOLERÂNCIA
E OLHARES TÃO TRISTES DEPOIS DE TUDO

ESPÍRITOS INQUIETOS ESPANTAM SUAS PRÓPRIAS CAÇAS
DESOBEDIENTES AOS TOQUES DE SILÊNCIO
ARDEM JOELHOS E COSTAS ACOSTUMADAS A TANTA VÊNIA
NEM TODA REBELDIA SERVE, MUDA, NEM TODO GESTO CRIA
EMBORA A COVARDIA CULTIVE SEU PÉ DE ALFACE
RISCO DE ENGOLIR SEMPRE O RISO DO INIMIGO

IR EMBORA, IR EMBORA, XINGAR, NADA VALE NADA
TAMPOUCO VALE SEQUER UM TANTO, UM POUCO
QUE VALHA A DOR DE CADA GRITO
O TRISTE DE CADA DESISTÊNCIA EM VIDA E
O DESESPERO DE QUALQUER PALAVRA PERDIDA
O GRITO DE DOR DE CADA GESTO INFAME,
O HORROR

FICAR, FICAR, EM CADA OBSTÁCULO UM DESAFIO
AMAR O PRÓXIMO COMO SE PORVENTURA AMASSE A SI MESMO
LUTA DE AMOR, ANA
EM CADA TRINCHEIRA UM BREVE ENCANTO, SEM AGONIA.

JBA 12-18/julho\2016